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Pesquisas da sala Holocausto e Anti-Semitismo

  • Ania Cavalcante
    Esta pesquisa trata de dois aspectos do Holocausto: a destruição física dos judeus  - o extermínio - , e a produção - a exploração pelo trabalho forçado, que apresentam uma contradição entre o trabalho forçado para a produção industrial e a destruição física dessa mesma força de trabalho pelo extermínio. Até que ponto a barbárie nazista pode ser objetivamente compreendida através da sua dimensão de exploração econômica e de seu aspecto antagônico, a destruição física? É essa relação entre produção e destruição o objeto dessa pesquisa. Por um lado, pesquisamos as bases econômicas do Holocausto, com enfoque no trabalho forçado nos campos de concentração das vítimas do nazismo (em especial dos judeos) explorado por órgãos administrativos alemães, empresas alemãs e a SS, e o papel dessa exploração para a economia nazista no contexto da "Solução Final da Questão Judaica " ("Endloesung der juedische Frage "), da "Questão Cigana" ("Roma und Sinti Frage") e do extermínio pelo trabalho ("Vernichtung durch Arbeit"). Por outro lado, investigamos o extermínio perpetrado pelos nazistas e seus colaboradores na Alemanha nazista e Europa ocupada mediante o assassinato em escala industrial, ao qual os técnicos facilitaram o aumento do assassinato e sofrimento das vítimas, e as empresas alemãs, que exploraram a mão-de-obra dos prisioneiros dos campos de concentração. Portanto, a partir de fontes européias (sobretudo alemãs), israelenses, norte-americanas e argentinas, investigamos o Holocausto, processo não-linear de perseguição, exclusão sócio-econômica, expropriação, guetoização e extermínio por meio de fome, doenças, exaustão pelo trabalho, fuzilamentos em massa e gaseamento por monóxido de carbono e Zyklon B e a relação entre esse extermínio e os interesses de empresas alemãs. Levando-se em conta o aprimoramento da técnica a favor do assassinato em massa e da exploração, buscaremos compreender o papel e a importância do trabalho forçado para a economia nazista, em especial a economia de guerra, as condições desse tipo de trabalho que gerou uma 'linha de produção' da exploração, de sofrimento e morte em escala industrial.  
  • Miriam Bettina Paulina Oelsner
    Este projeto visa estudar o preconceito racial e religioso pelo regime nazista contra os judeus alemães e os judeus nos países ocupados. O estudo se dará por meio da literatura alemã, quer seja de autores judeus, bem como não judeus. Desta forma, será feito levantamento minucioso desse tema e respectiva literatura. A importância desse levantamento é reunir um acervo contendo, na medida do possível tudo que tenha sido escrito em língua alemã sobre a shoá, em termos de ficção e não-ficção.  Considerando que a pesquisadora é mestre em literatura alemã, sobre o tema em questão, o autor cuja obra será apresentada em maiores detalhes é Victor Klemperer, tema do mestrado referido, defendido na USP – FFLCH em 20 de agosto de 2002, sob orientação do Prof. Dr. George Bernard Sperber. Klemperer revelou informações inéditas sobre a shoá. Durante dois anos a pesquisadora estudou parte da obra de Anna Seghers, que também receberá um lugar mais destacado. Apesar de sua literatura sobre a shoá ser mais reduzida.   Os demais autores são: Dentre os judeus – Victor Klemperer, Anna Seghers (já mencionados), Hanna Arendt, Gerschon Sholem, Theodor Adorno e Max Horkheimer, Stefan Zweig, Arnold Zweig, Sigmund Freud, George Mosse, Richie Robertson, Franz Werfel, Gerhardt Hauptmann, Alfred Döblin, Simon Wiesenthal, Elie Wiesel (acho que seus livros não são escritos em alemão), Jurek Becker, Werner Kraus e outros. Dentre os não-judeus: Berthold Brecht, Friedrich Dürrenmat, Rolf Hochhut, Heinrich Böll, Carl Zuckmeyer, Günther Grass, Martin Walser, Barbara Gerths, Sebastian Hafner, Christa Wolf, Heiner Muller, Marcel Reich-Ranicki, Götz Aly, Susanne Heim, Paola Traverso e outros.
  • Rodrigo Medina Zagni
    As relações políticas, culturais, sistemas de cooperação econômica e formas de integração nas áreas de segurança militar interamericanas foram decisivamente alterados durante o período da Segunda Guerra Mundial, mesmo antes do conflito, no frágil interlúdio de paz armada em que se projetava a hegemonia estadunidense consolidada no mundo pós-guerra. Desde as primeiras reuniões continentais de 1930, até a celebração do "Tratado do Rio" - o TIAR (Tratado Interamericano de Assistência Recíproca) - de 1947, passando pelo estabelecimento da OEA (Organização dos Estados Americanos), foram edificados os alicerces do moderno "sistema pan-americano": a institucionalização das relações continentais vigentes pelo menos até a Guerra das Malvinas em 1982, mas cujos traços fundamentais permanecem perceptíveis. Neste processo, ao passo da sedimentação da hegemonia estadunidense, verifica-se a reticência de repúblicas latino-americanas e, no cômputo das forças que compuseram o conjunto de pressões que recaíram sobre as conferências pan-americanas, está a influência que países do Eixo, particularmente que a Alemanha nazista, exerceram sobre a América Latina. As relações interamericanas foram decisivamente alteradas em função da militarização das relações políticas por parte dos EUA e dos países do Eixo, da montagem de seu parque industrial voltado à produção de armas, dos projetos de desenvolvimento econômico e da conversão da indústria de produtos culturais em componente de estratégia e arma de guerra. Compreender esses processos no contexto formativo do pan-americanismo na perspectiva de Brasil, Chile e Argentina, por meio de um estudo comparativo, é, conforme aqui demonstraremos, um objetivo viável.  
  • Samuel Feldberg
    A proposta de pesquisa aqui apresentada tem por objetivo mapear e analisar a evolução do conceito de anti-semitismo, descobrir se há uma relação entre anti-semitismo e as manifestações contrárias a políticas e/ou à existência de Israel como país independente e democrático, e demonstrar como o terrorismo é utilizado como instrumento de organizações radicais, abertamente apoiadas por países soberanos e que tem como alvo membros da comunidade judaica em todo o mundo. Desta maneira três eixos de objetivos orientam esta pesquisa: anti-semitismo, anti-sionismo e a percepção de ameaça de destruição de Israel, e o terrorismo.
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