Inquisição em Portugal e no Brasil Educação, Infancia e Cidadania Holocausto e Anti-Semitismo Psicanálise e Intolerância Linguística e Preconceito Filosofia, Política e Intolerância

Projetos Especiais do LEI


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Limites da Tolerância e Formas de Resistência

A Inquisição e a contra cultura no Mundo Ibérico (séculos XVI-XIX)

Pesquisador Principal: Anita Waingort Novinsky

Instituição: Universidade de São Paulo

Unidade: FFLCH; Depto de História

 

Resumo: O projeto está voltado para a temática da Intolerância e Inquisição no Brasil, com alcance até os dias de hoje. Desde o Norte até a Colônia do Sacramento proliferaram sociedades clandestinas, onde os luso-brasileiros pensavam e criticavam o poder, a Igreja e o fanatismo religioso. A intolerância e a perseguição puseram fim aos “hereges” brasileiros. A mensagem de liberdade sonhada foi o legado que nos deixaram. Este projeto visa esclarecer fenômenos históricos do passado e volta-se principalmente para a história da Península Ibérica em uma de suas épocas mais gloriosas e mais sombrias: a época moderna (séculos XVI-XVIII). Para a fantástica conquista e construção do Novo Mundo a monarquia portuguesa e a Igreja alimentaram uma ideologia racista, baseada em mitos de superioridade biológica e religiosa, e apoiaram-se em uma instituição que eliminou sistematicamente, durante três séculos, física e culturalmente judeus, negros, mouros, ciganos e índios. Faz parte do projeto a publicação de uma série: Documentos. O projeto integra pesquisadores de instituições nacionais e internacionais associadas ao LEI, pesquisadores de pós-doutorado e doutorado.

 

Linha de Pesquisa: História da Cultura

 


2

Intolerância e Preconceito Lingüísticos

Pesquisador Principal: Diana Luz Pessoa de Barros

Instituição: Universidade de São Paulo, Universidade Presbiteriana Mackenzie

Unidade: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

Departamento: Lingüística

 

Resumo: O uso da linguagem tem sido sempre fortemente marcado por preconceitos e intolerância, com o agravante de que a intolerância lingüística é muito mais camuflada do que outras formas de preconceito. O projeto pretende examinar a intolerância e o preconceito lingüísticos no Brasil e as formas de resistência desencadeadas, tanto em relação às variantes de uma mesma língua, quanto em relação a outras línguas, as “estrangeiras”. São quatro seus objetivos principais: examinar a intolerância e o preconceito lingüísticos no Brasil e suas relações com a história, a sociedade e o ensino; examinar as formas de resistência a essas discriminações; criar um arquivo de documentos sobre a intolerância e o preconceito lingüísticos no Brasil, com documentos oficiais, material de imprensa, obras de referência para o estudo da língua (gramáticas, dicionários, vocabulários, etc), livros didáticos, entre outros; divulgar a documentação e as análises realizadas. O projeto geral é constituído de vários projetos específicos, que se fundamentam em teorias lingüísticas diversas, com três vertentes principais: lingüística descritiva, sociolingüística e estudos do texto e do discurso. O projeto integra pesquisadores doutores associados e pesquisadores que são alunos de doutorado e mestrado.

Linhas de Pesquisa: História das Idéias Lingüísticas; Análise dos discursos sociais (verbais e não-verbais); Procedimentos de produção do discurso verbal e não verbal, Descrição de Línguas Africanas do Brasil; Formação da norma gramatical do português


3

Representações do Anti-semitismo e do Holocausto

Literatura e História

Pesquisador Principal: Jaffa Rifka Berezin

Instituição: Universidade de São Paulo

Unidade: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

Departamento: Letras Orientais

Resumo: Este projeto tem como proposta o levantamento, análise, tradução e publicação de obras literárias, históricas e cinematográficas que têm o Holocausto como tema. Percebemos que através da história e da preservação dessa memória é possível, ainda que de forma parcial e fragmentada, pensar, interpretar e representar o Holocausto. Os testemunhos são, portanto, fundamentais para compreendermos o que aconteceu, ainda que múltiplas sejam as versões e leituras possíveis. Uma imagem, uma narrativa ou uma palavra -- ainda que fragmentos filtrados de um todo -- são indícios que não devem ser desprezados. Diários, poemas, narrativas e canções são marcas de um repertório único, de uma experiência intransferível. Apesar de estarmos diante de um “objeto sem limites” – considerando as tensões que envolvem as possíveis representações da Shoá – se faz necessário escrever sobre o tema. É nesta tensão que ecoa a dialética entre memória e esquecimento; é nesta tensão que o Holocausto desponta enquanto uma ferida da memória. O projeto integra pesquisadores de instituições nacionais e pesquisadores de doutorado e mestrado.

 

Linhas de Pesquisa: Língua Hebraica; História dos Movimentos e das Relações Sociais; História Política e História da Cultura


4

Fundamentos Filosóficos da Tolerância

Pesquisador Principal: Mário Miranda Filho

Instituição: Universidade de São Paulo

Unidade: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

Departamento: Filosofia

Resumo: Ao longo de sua história a filosofia construiu dois “momentos iluministas”, ambos realizados no seio de sociedades fechadas: A Grécia antiga e a Europa do início da Modernidade e ambos tendo em comum a promoção da Tolerância. Que essa mesma promoção, hoje, se faz num quadro, ao mesmo tempo mais favorável (vivemos em sociedades abertas) e mais complexo uma vez que novas reivindicações referentes a “diferenças” (de etnia, de gênero, de idade, etc.) buscam integrar-se no quadro institucional concebido sobre bases filosóficas baseadas em conceitos (como por exemplo o de Direito Natural) que, para muitas tendências filosóficas contemporâneas, parecem ultrapassados. O objetivo do programa é nortear as reflexões teórico-filosoficas dos diferentes grupos de pesquisa reunidos no Laboratório de Estudos sobre a Intolerância – LEI e recuperar o caminha do conceito em suas ambigüidades (Tolerância/Intolerância) de modo a verificar seus desdobramentos na formulação dos direitos humanos, e de sua contribuição para o desenvolvimento da democracia e da cidadania. Posteriormente, novos pesquisadores em nível de graduação e pós-graduação deverão integrar a equipe do projeto.

 

Linhas de Pesquisa: História da Filosofia Antiga; Ética e Filosofia Política; História da Filosofia Alemã; Teoria das Ciências Humanas

 


5

 



Intolerância e resistências

50 anos de luta pelos direitos no Brasil (1940-1990)

Pesquisador Principal: Zilda Márcia Grícoli Iokoi

Instituição: Universidade de São Paulo

Unidade: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

Departamento: História

Resumo: Este projeto tem por objetivo o estudo das várias formas de intolerância existentes no Brasil e expressas pelos movimentos sociais em suas lutas pela conquista de direitos. A intolerância aqui estudada, manifesta-se no impedimento às liberdades político-ideológicas, as xenofobias, o autoritarismo e a tolerância ao intolerável, ou seja, a miséria, as formas opressivas de trabalho e a repressão, a indiferença naturalizada no abandono dos despossuídos, mendigos cujas possibilidades de elos afetivos restringem-se à companhia de seus próprios animais. Estuda também, os efeitos das guerras contemporâneas sobre inúmeros sujeitos sociais deslocados de países e continentes, nas formas de vida dos refugiados políticos, de guerras ou auto-exilados. Os pesquisadores deste grupo têm como responsabilidade desvendar alguns desses processos tais como os estudos ligados à antropologia que comparam direitos humanos e o direito dos animais; estudos centrados na análise dos processos históricos que envolveram os refugiados de guerra; sobre a classe operária em suas formas de organização do protesto ou da subordinação ao estado; sobre demandas educacionais da população rural; sobre o trabalho infantil; sobre religiosidade e mística; estudos sobre repressão e violência política; sobre as representações ideológicas no campo da cultura e das mídias. A periodização centra-se entre os anos de 1940 a 1990 e os pesquisadores partilham de identidade teórico-metodológicas e, tem na relação Estado/Sociedade o seu ancoradouro. O projeto integra pesquisadores de instituições nacionais associadas ao LEI e pesquisadores de pós-doutorado, doutorado e mestrado, e está articulado em três módulos:

1) Intolerância política: as práticas repressivas do Estado contra a sociedade aparecem como centrais nos trabalhos que discutem as ditaduras de 1937/45 e 1964/85. Também pertencem a este módulo, os trabalhos que investigam as práticas de intolerância política, de grupos sociais defensores da ordem.

2) Intolerância cultural: xenofobias, imposição do modo de vida urbano sobre o rural e cultura local em oposição a indústria cultural.

3) Tolerância ao intolerável: exclusão social, violências familiares ou de grupos armados, exploração do trabalho infantil e o último vinculo: os moradores de rua e os cães. Neste último grupo trata-se de estudar como a sociedade aceita, com naturalidade, o descumprimento das leis em vigor no país e nos acordos internacionais.

Linhas de Pesquisa: História dos Movimentos e das Relações Sociais; História Política;

Clique aqui para acessar a página de pesquisas da sala Educação, Infância e Cidadania, sob orientação da Profa. Zilda Márcia Grícoli Iokoi

 

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