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Observatório da Intolerância

Este espaço pode ser utilizado para postagem de denúncias e informações que serão devidamente analisadas e, sendo o caso, dado o devido encaminhamento.
 
Para enviar sua informação clique aqui ou em "adicionar novo comentário" no menu abaixo e preencha os campos indicados.

As 7 maravilhas portuguesas no mundo

Rodrigo Medina Zagni

 

 

Colleagues,

 

We are inviting you to sign the petition below in both Portuguese, English and French at the following website:

http://www.petitiononline.com/port2009/petition.html

 

Please feel free to disseminate the information.

 

 

Ana Lucia Araujo

Assistant Professor

Howard University

Department of History

Frederick Douglass Memorial Hall

2441 6th Street N.W.

Room 302

Washington D.C.

United States

20059

 

* * *

 

 

O concurso As 7 maravilhas portuguesas no mundo ignora a história da escravidão e do tráfico atlântico

 

 

Há mais ou menos vinte anos, vários países europeus, americanos e africanos vêm afirmando a memória dolorosa do comércio de africanos escravizados e valorizando o patrimônio que lhe é associado. Essa valorização se traduziu não somente na publicação de um grande número de obras historiográficas, mas também se expressou na realização de projetos como A Rota do Escravo iniciado pela UNESCO em 1994.

 

Apesar das dificuldades e das lutas políticas que envolveram a emergência da memória do passado escravista das nações europeias, americanas e africanas, de dez anos para cá a memória e a história do comércio atlântico passaram a fazer parte da memória pública de muitos países nos três continentes circundando o Atlântico. Em 2001, através da Lei Taubira, a França foi o primeiro país a reconhecer a escravidão e o tráfico atlântico como crimes contra a humanidade. Também na França, o 10 de Maio é doravante "dia nacional de comemoração das memórias do tráfico negreiro, da escravatura e das suas abolições". Em 2001, em Durban na África do Sul, a Terceira Conferência da ONU contra o racismo inscreveu em suas declarações finais a escravidão como "crime contra a humanidade". Em 1992, na Casa dos Escravos na Ilha de Gorée no Senegal, o Papa João Paulo II expressou suas desculpas pelo papel desempenhado pela Igreja Católica durante o tráfico atlântico. Bill Clinton, George W. Bush, e o próprio Presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, condenaram publicamente a participação passada de seus países no comércio atlântico de africanos escravizados. Em 2006, Michaelle Jean, governadora geral do Canadá, escolheu o Castelo de Elmina em Gana para denunciar passado escravista. Em 2007, durante as comemorações do aniversário de duzentos anos da abolição do tráfico de escravos pela Inglaterra, foi a vez do ministro Tony Blair expressar publicamente seu profundo pesar pelo papel da Grã-Bretanha no comércio de africanos escravizados.

 

Em pleno ano de 2009, o governo de Portugal e instituições portuguesas como a Universidade de Coimbra, escolheram um caminho oposto ao descrito acima.

 

No primeiro semestre desse ano essas instituições apoiaram a realização de um concurso para escolher as Sete Maravilhas Portuguesas no Mundo. Na lista das Sete Maravilhas a serem votadas pelo público na internet (http://www.7maravilhas.sapo.pt), constam não somente o Castelo São Jorge da Mina (Elmina), entreposto comercial fundado pelos portugueses em 1482, mas também a Cidade Velha (Ribeira Grande) na Ilha de Santiago em Cabo Verde, além de Luanda e da Ilha de Moçambique. Ao descrever esses sítios, a organização do concurso optou por omitir o uso desses lugares para o comércio de escravos. No texto descrevendo o Castelo São Jorge da Mina ou Elmina chegou-se ao cúmulo de afirmar que aquele local foi entreposto de escravos somente a partir da ocupação holandesa em 1637.

 

Para ser fiel à história e moralmente responsável, consideramos que a inclusão desses "monumentos" no dito concurso deveria ser acompanhada de informações completas sobre o papel deles no tráfico atlântico, assim como sobre seu uso atual. O Castelo de São Jorge da Mina ou Elmina, por exemplo, é hoje um museu que tenta retratar a história do tráfico. Trata-se de um lugar visitado por milhares de turistas de todo o mundo, entre os quais muitos representantes da diáspora africana que buscam ali prestar homenagem a seus ancestrais. O governo português, as instituições que apóiam o concurso e sua organização ignoraram a dor daqueles que tiveram seus antepassados deportados desses entrepostos comerciais e muitas vezes ali mortos. Seria possível desvincular a arquitetura dessas construções do papel que elas tiveram no passado e que ainda têm no presente enquanto lugares de memória da imensa tragédia que representou o tráfico transatlântico e a escravidão africana nas colônias européias? Segundo as estimativas mais recentes (www.slavevoyages.org), Portugal e posteriormente sua ex-colônia, o Brasil, foram juntos responsáveis por quase a metade dos 12 milhões de cativos transportados através do Atlântico.

 

Em respeito à história e à memória dos milhões de vítimas do tráfico atlântico de escravos, viemos através desta carta aberta repudiar a omissão do papel que tiveram esses lugares no comércio atlântico de africanos escravizados. Convidamos todos aqueles que têm um compromisso com a pesquisa do tráfico atlântico de escravos e da escravidão a repudiar que essa história seja banalizada e apagada em prol da exaltação de um passado português glorioso expresso na suposta "beleza" arquitetural de tais sítios de morte e tragédia.

 

 

 

Ana Lucia Araujo, Howard University, Washington DC, Estados Unidos

Arlindo Manuel Caldeira, professor, Centro de História de Além-Mar, Universidade Nova de Lisboa, Portugal

Mariana Pinho Candido, Princeton University, Princeton, Estados Unidos

Michel Cahen, CNRS, Centre d'Études de l'Afrique, Bordeaux, França

Christine Chivallon, CNRS, Centre d'Études de l'Afrique, Bordeaux, França

Myriam Cottias, CNRS, Diretora do Centre International de recherches sur les esclavages, Paris, França

Hebe Mattos, Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro, Brasil

Maurice Jackson, Georgetown University, Washington, Estados Unidos

Hendrik Kraay, University of Calgary, Canadá

Jane Landers, Vanderbilt University, Nashville, Estados Unidos

Jean-Marc Masseaut, Cahiers Anneaux de la Mémoire, Nantes, França

Claudia Mosquera Rosero-Labbé, Universidad Nacional de Colombia, Bogotá, Colombia

João José Reis, Universidade Federal da Bahia, Salvador, Brasil

Anna Seiderer, Museu Real da África Central, Tervuren, Bélgica

Simão Souindola, Historiador, Luanda, Angola

Jean-Michel Mabeko-Tali, Howard University, Washington, Estados Unidos

 

Para mandar um genocida à prisão

Rodrigo Medina Zagni

Essa semana a Tribunal Penal Internacional (TPI) indiciou o Presidente do Sudão Omar Al Bashir por genocídio. Ele é acusado da morte de centenas de milhares de pessoas no Sudão na região de Darfur e encurralando as mulheres e meninas sobreviventes em campos de concentração horríficos onde, longe dos olhos do mundo, elas são estupradas sistematicamente até o seu povo ser completamente destruído.

O regime do Al Bashir está agora ameaçando aterrorizar ainda mais o povo de Darfur e a missão de paz da ONU. Só há uma chance de prender Al Bashir, se governos, principalmente africanos e árabes, concordarem em ajudar o Tribunal Penal Internacional a prender o Al Bashir.

Somente a prisão de Al Bashir pode garantir que o terror nos campos de estupro de Darfur acabe. Muitos dos países vizinhos do Sudão são países muçulmanos onde o estupro é um crime inaceitável. A Avaaz está lançando uma campanha de mídia na região, pedindo apoio dos governos para o Tribunal Penal Internacional. Um anúncio de página inteira em um jornal no Egito por exemplo custa 3.000 Euros, portanto se conseguirmos 50.000 Euros poderemos espalhar nossa mensagem por toda a região. Clique para ver a campanha:

www.avaaz.org/po/save_darfur/?cl=111030670&v=1929

Muitas pessoas da comunidade internacional estão preocupados que o indiciamento do Al Bashir irá comprometer o processo de paz em Darfur. Essas preocupações são somente uma desculpa daqueles que negociam petróleo e armamentos com o Sudão. Há ainda aqueles que tem a preocupação legítima sobre a segurança no país, temendo uma retaliação do governo, mas as vítimas de Darfur concordariam que trazer justiça para Al Bashir é mais importante. Eles viram o Al Bashir quebrar todos os acordos que ele assinou nos últimos 20 anos e que não haverá paz enquanto um genocída tiver o poder de cometer seus crimes novamente.

O Tribunal Penal Internacional simboliza um passo gigante para a garantia dos direitos humanos, pois tem o poder de indiciar qualquer pessoa que cometer crimes contra a humanidade. Seu procurador-chefe Luis Moreno Ocampo é argentino e tem juízes do Brasil, Latvia e Gana. Essa é a primeira vez que o ICC indiciou um chefe de estado, servindo de exemplo para outros criminosos em massa. Precisamos apoiar essa importante iniciativa do TPI para que o mundo veja que a justiça pode chegar até nos conflitos mais sangrentos da África. Darfur precisa de nós, apóie a campanha:

www.avaaz.org/po/save_darfur/?cl=111030670&v=1929

Com esperança,

Ricken, Mark, Graziela, Pascal, Paul, Veronique, Iain e Ben - e toda a equipe Avaaz

Saiba mais:

Darfur - A crise explicada: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/prospect/2007/02/22/ult2678u70.jhtm

O que é o Tribunal Penal Internacional:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Corte_penal_internacional

Promotor do TPI pede prisão de presidente do Sudão:
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2008/07/14/promotor_do_tpi_pede_prisao_de_presidente_do_sudao-547233207.asp

Comunidade internacional reage ao pedido de prisão contra presidente sudanês:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u422586.shtml

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SOBRE A AVAAZ

Avaaz.org é uma organização independente sem fins lucrativos que visa garantir a representação dos valores da sociedade civil global na política internacional em questões que vão desde o aquecimento global até a guerra no Iraque e direitos humanos. Avaaz não recebe dinheiro de governos ou empresas e é composta por uma equipe global sediada em Londres, Nova York, Paris, Washington DC, Genebra e Rio de Janeiro. Avaaz significa "voz" em várias línguas européias e asiáticas.
Por favor adicione avaaz@avaaz.org para sua lista de endereços para garantir que você continue recebendo os nossos alertas. Ou se você prefeir deixar de receber nossos alertasclique aqui

Para entrar em contato com a Avaaz escreva para info@avaaz.org, ou envie correspondência para 260 Fifth Avenue, Nova York - NY 10001 EUA. Avaaz.org está presente também em Washington, Londres, Rio de Janeiro e ao redor do mundo.

 

G8: Não estraguem o clima

Rodrigo Medina Zagni

 

Amig@s,

Canadá, Japão e EUA estão se recusando a definr metas para conter o aquecimento global. O sucesso das negocições sobre o clima no G8 depende deles. Clique aqui para endossar o anúncio que vai chamar a atenção de todo mundo no encontro:
Participe!

A população mundial está esperando ações urgentes para combater as mudanças climáticas mas no encontro do G8, três homens estão barrando qualquer progresso. O Primeiro Ministro do Canadá Stephen Harper, Primeiro Ministro do Japão Yasuo Fukuda e o Presidente dos EUA George W. Bush, se recusam a discutir metas contra o aquecimento global para 2020.

A comunidade científica já nos alertou para a crise climática. Não podemos esperar um desastre acontecer para que os chefes de estado assumam a responsabilidade e tomem uma atitude. Se a ciência não basta para chamar a atenção dos governantes, vamos tentar algo diferente: o esculacho.

A Avaaz criou um anúncio de pagina inteira que será publicado no Financial Times, chamando a atenção do Harper, Fukuda e Bush para a irresponsabilidade, para não dizer infantilidade, com que eles têm tratado as questões climáticas. No anúncio, desafiamos as “Hello Kiddies” a amadurecerem e se responsabilizarem pelo planeta. Exemplares do jornal serão entregues a todas as pessoas presentes no encontro do G8. É um anúncio audacioso porém com uma mensagem séria – nos ajude a dar destaque á campanha, endosse o anúncio, clique no link:

http://www.avaaz.org/po/g8_2020_targets/18.php?cl=108985360

Desde o ano passado lutamos para pressionar governos a adotarem metas contra o aquecimento global. Durante o encontro da ONU sobre o clima em Bali, houve um protesto global para pressionar o Bush, Fukuda e Harper a se comprometerem com o clima. Nós mobilizamos 320.000 pessoas em 72 horas, organizamos uma marcha virtual e publicamos um anúncio em um dos principais jornais da Indonésia. Estávamos também no encontro da APEC (Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico) na Austrália. Nossa campanha na mídia acabou influenciando o debate eleitoral da Austrália e o novo Primeiro Ministro acabou assinando o Protocolo de Kyoto.

As mudanças climáticas serão um assunto chave nas eleições do Canadá. Nos EUA as políticas climáticas do sucessor do Bush ainda estão sendo formuladas, baseadas nos resultaods das negociações internacionais. Fukuda também enfrenta uma forte oposição política que o questiona regularmente a este respeito. Por isso os nossos esforços no encontro do G8 terão um grande impacto nestes três países. Cabe a nós levantarmos a voz uma vez mais, apóie essa campanha:

http://www.avaaz.org/po/g8_2020_targets/18.php?cl=108985360

Não podemos estar sempre certos dos resultados das nossas ações, mas perante a crise climática, vale a pena tentar tudo o que estiver ao nosso alcance. Tomamos decisões verdes na nossa vida diária, porém isso não é o suficiente, precisamos nos unir também nos grandes momentos políticos, e se nos unirmos em grandes números -- desta vez, da próxima e sempre -- então a nossa mensagem será ouvida.

Com esperança e determinação,

Ben, Iain, Alice, Ricken, Paul, Graziela, Pascal, Veronique, Mark e Milena -- a equipe da Avaaz.org

PS: Veja outros anúncios que fazem parte da nossa campanha sobre o aquecimento global: www.avaaz.org/blog/en.

PPS. Leia mais sobre o G8:

EUA evitam comentar sobre acordo de emissão de gases - EFE:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u419971.shtml

Divergências sobre clima marcam G-8 – O Globo Online:
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2008/07/07/divergencias_sobre_clima_marcam_g-8-547125874.asp

Brasil e México vão ao G8 para discutir o clima, mas sem esperança de avanços - AFP:
http://afp.google.com/article/ALeqM5j3wKUQNafS8RUTq98mHblo7R6N-w

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Repúdio à detenção de brasileiros em Madri

Rodrigo Medina Zagni

 

Publicamos abaixo a carta assinada por membros do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais - CLACSO, sobre a conduta desumana prestada a brasileiros no aeroporto de Madri.

Contribuam manifestando sua opinião logo abaixo.

 

Prezados/as colegas,

Vimos por meio desta, expressar nosso mais enérgico repúdio à detenção no aeroporto de Madri e subseqüente expulsão da Espanha de Patrícia Rangel e Pedro Luiz Lima, estudantes do IUPERJ (Instituto de Pesquisas do Rio de Janeiro), instituição filiada ao nosso Conselho. Os alunos mencionados estavam se dirigindo a Portugal, onde participariam do Congresso da Associação Portuguesa de Ciência Política. Sem outro motivo que o preconceito e a brutalidade no tratamento aos estrangeiros, a polícia de
fronteira espanhola os deportou, violando os mais elementares direitos humanos.

Sabemos que esta não é uma prática isolada e incomum. Infelizmente, é a resposta que recebem cotidianamente milhares de latino-americanos e latino-americanas que decidem viajar à Europa pelos mais diversos motivos.


Estaremos fazendo as reclamações devidas às embaixadas espanholas nos nossos países.

O tratamento recebido pelos alunos do IUPERJ contraria a longa tradição de intercambio e cooperação acadêmica entre Espanha e Portugal com os países latino-americanos e caribenhos. De tal forma, a rejeitamos e exigimos que sejam evitados novos episódios como este que mancham a necessária
integração Ibero-americana, atualmente em curso.

Atenciosamente,

Emir Sader / Secretário Executivo do CLACSO
Pablo Gentili / Secretário Executivo Adjunto do CLACSO

O LEI no dia da solidariedade ao povo Queniano

Rodrigo Medina Zagni

 

Caros usuários do Portal "Rumo à Tolerância"

 

A partir da iniciativa da Amnesty International e, no Brasil, da RAU-Brasil, o Laboratório de Estudos sobre a Intolerância da Universidade de São Paulo mobilizou-se inicialmente para, por meio deste observatório, coletar e disponibilizar documentos e divulgar a repercussão do dia da solidariedade ao povo queniano.

Acompanhem a divulgação das informações e dêem sua contribuição informando, neste observatório, suas experiências pessoais no engajamento na luta pelos direitos humanos, pelo fim das violências e das perseguições políticas no Quenia.

Seguem abaixo as primeiras informações coletadas, disponibilizadas em grande parte pela Amnesty Internacional por meio da RAU-Brasil.

Amnesty International chama a todos para elaborarem apelos

Rodrigo Medina Zagni

A Amnesty Internacional e a RAU-Brasil chamam a todos para elaborarem apelos às autoridades quenianas para que cessem as violências e perseguições políticas aos ativistas pró-democracia.

SE AINDA NÃO ENVIOU O SEU APELO, ATUE AGORA TAMBÉM NA PÁGINA: http://www.br.amnesty.org/index_actua.shtml

 

AU 29/08 - Quênia
Defensores dos direitos humanos e os ativistas pró-democracia receberam uma série de ameaças anônimas nas duas últimas semanas, incluindo ameaças de morte. As ameaças incluem acusações de serem "traidores" de sua etnia por falaram sobre irregularidades no resultado da eleição, ou sobre os abusos contra os direitos humanos cometidos pela polícia e grupos armados

Participe da campanha oficial

Rodrigo Medina Zagni

 

VEJA COMO PARTICIPAR NA PÁGINA OFICIAL DA CAMPANHA

DIA INTERNACIONAL DE AÇÃO EM SOLIDARIEDADE AO POVO QUENIANO:

 

Em espanhol: http://www.amnesty.org/es/appeals-for-action/kenya-action

Em inglês: http://www.amnesty.org/en/appeals-for-action/kenya-action

Para saber mais sobre a violência política no Quenia

Rodrigo Medina Zagni

 

Para saber mais sobre a intolerância política no Quenia e sobre a ação humanitária no Dia Internacional de Ação em solidariedade ao povo queniano, a Amnesty International disponibilizou em sua página de internet, links para as histórias daqueles que foram vítimas das violências:

 

Os relatos estão disponíveis apenas no idioma inglês:

 

- um ex-agricultor de 47 anos

-

um antigo residente de Kangemi, assentamento informal em Nairobi, de 22 anos

- ex-agricultor de 37 anos que cultivava flores, de Naivasha

Vítimas da violência política falam no Quenia

Rodrigo Medina Zagni

 

A Amnesty International disponibilizou em seu portal trechos de depoimentos das vítimas da violência política no Quenia, no esforço do Dia Internacional de Ação em Solidariedade ao povo queniano.

Os aquivos de áudio com os relatos estão disponíveis no link: http://www.amnesty.org/en/news-and-updates/feature-stories/kenyan-victims-political-violence-speak-out-20080226

DIA INTERNCIONAL DE AÇÃO EM SOLIDARIEDADE AO POVO QUENIANO

Rodrigo Medina Zagni

 

Quênia: Centenas de ativistas em todo o mundo se manifestam em solidariedade ao povo queniano
 
 
Nesta quarta-feira, 27 de fevereiro, centenas de ativistas da Amnesty International em todo o mundo celebrarão um Dia de Ação Internacional em solidariedade ao povo queniano. A data marcará dois meses desde as eleições disputadas no Quênia, depois das quais o país mergulhou em uma onda de violência política que deixou mais de 1.000 mortos.
 
Os atos ocorrem em 12 países: Mali, Costa do Marfim, Burkina Faso, Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, Alemanha, Canadá, México, Uruguai, Uganda e Países Baixos. Os membros da Amnesty International de todo o mundo participarão também de ações online, compartilhando fotos e atividades em flickr.com e facebook.com.
 
Milhares de cidadãos quenianos sofreram flagrantes abusos contra seus direitos humanos em ataques, por motivação política e étnica, ocorridos depois das eleições.

Ainda que a atenção tenha se concentrado recentemente nas negociações entre os dois líderes dos partidos políticos opostos – o presidente Mwai Kibaki e o líder oposicionista Raila Odinga – a Amnesty International considera que o compromisso de levar à justiça os autores dos abusos contra os direitos humanos cometidos durante as eleições não deve ser deixado de lado.

 
O Dia de Ação Internacional desta quarta-feira ocorrerá na seqüência de uma visita de investigação realizada recentemente ao Quênia pela Amnesty International, durante a qual a delegação da organização visitou algumas das regiões mais afetadas pela violência.
 

Durante a visita, a Amnesty International recolheu testemunhos de pessoas que foram vítimas de abusos e violações de direitos humanos durante a onda de violência, incluindo pessoas feridas no curso da violência política que eclodiu em áreas do Valle de Rift, Nairóbi e na região ocidental do Quênia, onde grupos de jovens armados atacaram a população de acordo com a sua etnia. A delegação também obteve testemunhos de pessoas que haviam sido vítimas de disparos da polícia.

A Amnesty International pede que todos os responsáveis por abusos e violações dos direitos humanos prestem contas à justiça, em julgamentos justos, e que proporcione reparação às vítimas da violência.
 
A organização também pede ao governo no Quênia que tome todas as medidas necessárias para proteger os cidadãos dos abusos contra os direitos humanos causados por ataques com motivação política e étnica.

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