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Curso Online: Educação Para a Tolerância: Contribuições Psicanalíticas Gratuíto - realizado em outubro-dezembro de 2010

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NOVO CURSO VIRTUAL

Educação Para a Tolerância: Contribuições Psicanalíticas”

Gratuito & Aberto A Todos os Interessados

O Centro de Estudos sobre Psicanálise e Intolerância – CEPI – tem o imenso prazer de convidar a todos para o seu novo Curso Virtual:

Educação para a Tolerância: Contribuições Psicanalíticas”

A partir de diferentes perspectivas e abrangências, serão discutidas questões ligadas à educação, compreendida no seu sentido amplo, como um processo ininterrupto, que dura toda a vida.

A psicanálise, ao deter-se na constituição e desenvolvimento do sujeito, permite aprofundar o olhar sobre as condições necessárias ao processo pedagógico e seus desdobramentos. Levando sempre em conta as relações intersubjetivas, auxilia também na compreensão das diversas relações envolvidas neste processo. Uma educação para a tolerância visa a compreensão e busca dar condições éticas para que possamos nos voltar para o Outro, de modo a acolher as diferenças e contribuir na construção de um mundo mais solidário.

O curso é aberto a todos os interessados e não requer conhecimentos prévios de psicanálise. A troca entre os participantes e professores será possível através do Forum Online, e dos Chats realizados em tempo real, durante o curso.

Data: de 25 de outubro a 10 de dezembro de 2010.

Disponibilização das Aulas Virtuais: às 2ªs e 5ªs feiras, com textos em formato PDF.

Coordenação do CEPI: Ilana W. Novinsky

Organização do Curso Virtual: Sheila Skitnevsky Finger

Colaboração: Taly Szwarcfiter

Professores:

 

Ilana W. Novinsky

Liliana Emparán

Luanda Francine Garcia da Costa

Mara Selaibe

Maria de Fátima Henriques Duarte de Oliveira

Myriam Chinallim

Sheila Skitnevsky Finger

Susan Markuszower

Vera Lucia Marinho de Carvalho

 

 

Informações e inscrições:

www.rumoatolerancia.fflch.usp.br/cursos.

Inscrições já estão abertas!


 

Curso: O TALMUD – COMPREENSÃO E TOLERÂNCIA

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Curso: O TALMUD – COMPREENSÃO E TOLERÂNCIA

Docente Responsável: Prof. Moises Orfali (Catedrático de História do Povo Judeu e Ex-Decano da Faculdade de Estudos Hebraicos na Universidade de Bar-Ilan (Ramat-Gan), Israel)

Período: 17, 18 e 20 de maio de 2011

Horário: das 14:00 às 18:00

Local: Prédio de História

Informações: lei@usp.br - 3091-2441 / 3091-3584

Objetivo e Justificativa

O Talmud, tão atacado, discutido e menos prezado, é pouco, para não dizer nada, conhecido fora do Judaísmo: a maioria dos que se ocuparam dele viram e insistiram sobre seus defeitos e desconhecendo seus grandes valores sociais e humanos. Assim, na Idade Média, um religioso chegou a acreditar que o Talmud era um nome e dizia: “ut narrat rabinus Talmud”; na Idade Moderna são contados – e entre eles não pode passar em silêncio o nome de Reuchlin – aqueles que têm entrado no oceano de seus livros com a honrada intenção de conhecê-lo; em pleno século XX, um teólogo se permitiu grandes risos por acreditar que um tratado inteiro estava dedicado aos ovos (no tratado Betsá) ignorando completamente que é comum no Judaísmo designar uma obra por suas palavras iniciais. Ainda hoje muitos falam do Talmud – e pode-se dizer exatamente o mesmo da Cabala – como de algo escuro e... absurdo, um dos muitos tópicos que abundam na cultura atual por um simples desconhecimento que conduz, finalmente, à intolerância.

Portanto, o curso, dedicado ao conhecimento do Talmud, centrar-se-á nos seguintes pontos, que podem ser ampliados ou reduzidos segundo os interesses:

Conteúdo

I - Significação e ecos do Talmud

- O Talmud e seu entorno social e religioso

- O começo da Igreja e sua evolução no seio do Judaísmo

- Atitudes dos talmudistas ante o processo histórico

II - Conteúdo do Talmud

- A Mishná e a Guemará: características e formação

- O Talmud Babilônico, idiomas e estilo. Manuscritos, edições e traduções

- O Talmud Jerosolimitano, notícias do conteúdo

III - Antologia do Talmud

-Leitura de fragmentos gerais e por matérias

- Referências talmúdicas no mundo pagão

- Tolerância ou intolerância do Talmud para com os gentios?

IV - A polêmica cristã contra o Talmud

- “Polemistas” e polêmicas

- Os temas principais da polêmica

- As vias de argumentação

V - Repercussões

-A política pontifícia

- A mudança de atitude

- Encontro e reencontro do Cristianismo com o Talmud

 

Comunidade judaica: mais de uma tonelada de doações para as vitimas das chuvas

As primeiras levas de alimentos, remédios e material de higiene e limpeza, recolhidas pela Federação Israelita do Rio de Janeiro/FIERJ e suas instituições, já foram encaminhadas para as cidades afetadas pelas chuvas na Região Serrana. Os postos de recebimento de doações estão a todo vapor, com inúmeros voluntários trabalhando para amenizar a dor dos desabrigados. As principais necessidades são: água potável, alimentos não perecíveis (sucos em caixa, biscoitos, achocolatados, leite, mingaus em pó, e afins) roupas, agasalhos, colchonetes, lençóis, toalhas, fraldas descartáveis e material de higiene pessoal e de limpeza.

Holocausto visto pelo gueto

Holocausto visto pelo gueto
Eva Schloss, sobrevivente de Auschwitz , falou a meninos e meninas do CEU Paraisópolis sobre a experiência vivida na Segunda Guerra Mundial; "ela veio aqui para falar que as pessoas têm de se respeitar ", diz estudante de 14 anos
LAURA CAPRIGLIONE
DE SÃO PAULO

A austríaca Eva Schloss, 81, judia sobrevivente dos campos de extermínio nazistas, mergulhou ontem pela manhã no bolsão de miséria do bairro Paraisópolis (segunda maior área favelizada de São Paulo) para falar sobre a experiência de exclusão radical que viveu durante a Segunda Guerra Mundial.
Os 120 manos e minas que a escutavam, alunos do CEU (Centro Educacional Unificado) Paraisópolis, receberam-na ao ritmo do hip hop e, então, se calaram. A voz firme de Eva contou-lhes em inglês histórias de preconceitos, cadáveres em valas comuns, medo de soldados, gente vivendo em esconderijos.
Nem a espera pela tradução conseguiu dispersar os meninos. O gueto de Paraisópolis encontrou-se com Viena e Amsterdã, cidades em que Eva viveu até ser arremessada no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, onde seu pai e o irmão m orreram.
A turma já tinha lido a história de Anne Frank, que foi vizinha de Eva quando ambas, adolescentes ainda, viviam em Amsterdã.
Mas, no CEU, a curiosidade era concreta. "Posso ver a sua tatuagem?" Eva assentiu, mostrando o número A/ 5271, gravado no braço.
"A senhora sabe onde estão enterrados o seu pai e seu irmão?", perguntou-lhe uma menina. Foi informada de que não. Eva sabe apenas onde eles morreram.
"O que a senhora diria para Hitler, se pudesse falar com ele?" "Perguntaria como ele foi capaz de mandar assassinar tantos milhões de pessoas."
Os meninos fizeram fila para saber: "Como era o chuveiro? O chuveiro da câmara de gás." "A senhora conheceu o grande amor de Anne Frank? [depois da guerra, a mãe de Eva casou-se com o pai de Anne, ambos viúvos]". "Como era o esconderijo onde a senhora ficou até ser presa?" "A senhora não pensou em morrer, em desistir?" "O que inspirou a senhora a continuar viva?"
Eva foi direta: "Eu nunca pensei em morrer. Eu nunca desisti. Eu tinha vivido dias muito felizes em Viena [Áustria]. Queria ainda namorar, casar, ter filhos, netos. Isso me manteve viva."
"Para gente como eu, não é preciso colocar uma estrela amarela na roupa, porque a cor da pele já me identifica. "Tição, carniça, macaco, neguinho da macumba", eu já ouvi isso um milhão de vezes. Eu fico triste. Por isso, gostei de a dona Eva falar sobre não desistir nunca", disse o menino negro Jonatas, 12, da 6ª série.
Ana Paula, 14, da 8ª série, adorou o encontro com a sobrevivente do Holocausto. "Ela veio aqui para falar que as pessoas têm de se respeitar. Eu sou deficiente -tenho problemas nos pés e nos olhos- e não gosto nem de imaginar que alguém seja morto ou jogado em um campo de concentração por causa de um problema físico."
"Mas tem coisas horríveis que ainda acontecem", emenda Guilherme, 13, da 7ª série: "Eu fiquei muito revoltado com um menino da minha sala qu e bateu num colega nosso só porque ele era deficiente mental. Isso é cruel demais."
Quando a conversa entre discriminados de século diferentes se encerrou, Eva foi cercada por um enxame de meninos e meninas que, sem falar uma palavra de inglês, diziam em português mesmo sobre suas dores.
Sorrindo, Eva autografou folhas arrancadas de cadernos e exemplares do livro "A História de Eva" (Record, R$ 39,90), de sua autoria, que distribuiu na escola. "Meninos inteligentes, esses", elogiou.

Projeto Ponte

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GRUPO TERAPEUTICO PARA IMIGRANTES E MIGRANTES

A intolerância e a exclusão podem ser sentidas intensamente por aqueles que deixam o país ou a região de origem, como os imigrantes e os migrantes. Muitas vezes, estas pessoas sentem dificuldades para se estabelecer, arranjar emprego, fazer amigos, falar a língua, compreender os códigos sociais e culturais de um outro lugar não familiar. O isolamento, a convivência em grupos fechados, a errância, o estranhamento, o sentimento de perda podem provocar intenso sofrimento. É comum escutá-los dizendo: “Me sinto estrangeiro neste país e estranho quando regresso ao meu país de origem”, o que revela ambivalência e, mais ainda, a ideia de não pertencer, de não ter um lugar do qual possam referir-se como próprio.   O PROJETO PONTE é criado justamente como um espaço de escuta e elaboração destas questões que envolvem perdas, lutos, questionamentos, incertezas, estranhezas, novas configurações, criação etc.

PÚBLICO ALVO: Adultos que sintam desenraizamento e dificuldade no estabelecimento de laços sociais, assim como sofram discriminação e intolerância associadas a características relacionadas ao lugar de origem, língua, nacionalidade ou grupo étnico devido às migrações[1].

 ATENDIMENTO EM GRUPOS ou ATENDIMENTO INDIVIDUAL.

COORDENADORA DO PROJETO: LILIANA EMPARAN

LOCAL: INSTITUTO SEDES SAPIENTIAE

Endereço: Rua Ministro Gogoy, 1484. Perdizes.

Telefones: 3866-2730 e 4702-5971




[1] Consideramos como migrantes todos aqueles que transferem sua moradia de um lugar para outro: tanto os estrangeiros como os provenientes de outras regiões do país.

 

 

 

 

 

postado por miriam halpern goldstajn

Cepi - Lei

Perversão - as engrenagens da violência sexual infantojuvenil

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Perversão

- As engrenagens da violência sexual infantojuvenil

Autor(es): 

Cassandra Pereira França (org.)

Editora:  Imago
Área(s): 

Psicologia / Psicanálise, Medicina / Saúde

Páginas:188 pág.

 

Descrição:

A pedofilia provoca repulsa e horror generalizados, pois a imagem que cada um tem de si mesmo enquanto criança ou ainda não adulto, enquanto ser desamparado, constitui uma barreira de repugnância para os atos diretamente sexuais com crianças. No que se denomina comumente de pedofilia emerge a imagem de uma criança exposta às violências de algum adulto, como uma “mera vida” (blosess Leben), a vida nua e crua a ser usada a bel-prazer do ato sexual do adulto.

O que fazer, clinica e tecnicamente, com tais indicações importantes, que vão na contramão de nosso horror consciente à pedofilia, mas que mostram (de algum modo) como a pedofilia está sempre emergindo?

A teoria psicanalítica nos mostra que a sexualidade infantil emerge na convergência da repetição familiar e da identificação transgeracional com o agressor (cf. vários ensaios deste livro), mas a família, além de repetição transgeracional de assédio sexual, seria ta mbém o locus de sua resolução não traumática. “Ali onde mora o perigo, cresce também a salvação”, disse o poeta Holderlin (1770-1843), o que vale para as questões aqui referidas.

 

 

publicado por miriam h goldstajn

cepi- Lei

Luanda Francine garcia da Costa

É bacharel e licenciada em filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

No campo da educação, tem experiência com docência nas redes pública e particular de ensino, atua como educadora social e palestrante, trabalha com elaboração de projetos socioambientais e de direitos dos animais.

Desenvolve pesquisas relacionadas a questão da intolerância e especismo, está em formação psicanalítica pelo Fórum do Campo Lacaniano de São Paulo e é pesquisadora associada ao CEPI - Centro de Estudos sobre Psicanálise e Intolerância do Laboratório de Estudos sobre a Intolerância da Universidade de São Paulo.


 

 

LIVRO INIMIGOS DA FÉ: JUDEUS, CONVERSOS E JUDAIZANTES NA PENÍNSULA IBÉRICA, SÉC.VII

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Acaba de sair a 2ª edição do livro: INIMIGOS DA FÉ: JUDEUS, CONVERSOS E JUDAIZANTES NA PENÍNSULA IBÉRICA, SÉC.VII, de RENATA ROZENTAL SANCOVSKY (RJ: Imprinta/CHCJ/ LEI_USP, 2010) e já se encontra disponível nas livrarias.

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